Uma coorte agrupa alunos que começaram em um período semelhante. Em vez de misturar toda a base, acompanhe quantos daquela turma de entrada continuam ativos após 30, 60, 90 e 180 dias. Isso mostra se a experiência dos novos alunos está melhorando ou piorando ao longo do tempo.
Por que a taxa geral esconde o problema
Uma base com muitos alunos antigos pode parecer saudável mesmo quando os novos estão cancelando cedo. A coorte isola uma safra de entrada e permite comparar jornadas equivalentes.
Como montar a coorte
Escolha um período de entrada, como um mês. Liste todos os alunos cuja matrícula começou naquele intervalo e acompanhe o mesmo grupo nos marcos definidos.
Não adicione matrículas posteriores à mesma coorte; elas pertencem a outro grupo.
Defina regras antes de comparar
Decida como tratar trancamento, transferência de unidade, planos corporativos e reativação. A regra pode variar entre operações, mas precisa ser consistente entre períodos.
Leia o formato da curva
Se a maior perda ocorre até 30 dias, investigue onboarding e ativação. Se a queda acelera depois de 90 dias, rotina, progresso percebido, horários e pertencimento podem merecer investigação.
A coorte indica onde perguntar; ela não explica sozinha a causa.
Compare coortes, não pessoas
Use o método para observar se mudanças no processo melhoram o comportamento dos grupos seguintes. Uma nova jornada de onboarding deve aparecer na coorte de quem viveu essa jornada, não na base inteira.
alunos da coorte ainda ativos no marco ÷ alunos originais da coorte × 100Exemplo ilustrativo
Imagine que 30 alunos começaram em janeiro. Depois de 30 dias, 27 seguem ativos; aos 90 dias, 23; aos 180 dias, 20. Faça o mesmo com fevereiro e março. O valor não está em declarar que uma taxa é “boa” ou “ruim” isoladamente, e sim em observar se as novas coortes estão mantendo mais alunos depois das mudanças no processo.
Se fevereiro recebeu um novo onboarding e a retenção de 90 dias melhorou de forma consistente nas coortes seguintes, você ganhou um sinal de que a mudança merece ser aprofundada.
Monte uma tabela simples de coortes
| Coorte | Entrada | 30 dias | 90 dias | 180 dias |
|---|---|---|---|---|
| Jan | 30 | 27 | 23 | 20 |
| Fev | 28 | 26 | 24 | — |
| Mar | 34 | 32 | — | — |
Os números acima são apenas um exemplo de estrutura, não benchmark.
Erros comuns na análise
- comparar uma coorte madura com outra que ainda não chegou ao mesmo marco;
- mudar a regra de “ativo” entre meses;
- usar porcentagens sem mostrar quantas pessoas existem no grupo;
- concluir causa a partir da curva sem investigar experiência e comportamento.